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08/03/2011

O burro e seu condutor



Um burro que estava sendo conduzido por uma estrada conseguiu se soltar de seu condutor e saiu correndo o mais depressa que pôde, na direção de um precipício.
Já ia caindo quando seu condutor chegou correndo e conseguiu segurar seu rabo.
Começou a puxar o burro pelo rabo com toda a força, tentando levar o animal para um lugar seguro.
O burro, porém, aborrecido com a interferência, fazia força na direção oposta, e o homem acabou sendo obrigado a largá-lo.
- Bom, Jack – disse o condutor -, se você quer dar as ordens, não posso impedi-lo.

Moral: Os animais teimosos devem seguir seus caminhos.


Fábulas de Esopo

07/03/2011

O lobo e o pastor


Um lobo acompanhava tranquilamente um rebanho de carneiros. No começo, o pastor o vigiava como a um inimigo e o observava com o canto do olho. Mas, como o lobo o acompanhasse sempre sem dar o menor sinal de agressividade, ele disse para si mesmo que havia ali antes um guarda que um inimigo mal-intencionado. Foi por isso que, ao ser chamado para resolver alguns problemas na cidade, o pastor deixou seus carneiros com o lobo e se foi. O lobo viu o momento propício: lançou-se sobre os carneiros e estraçalhou quase todos. De volta, o pastor viu seu rebanho dizimado e exclamou:
- Pobre de mim! É a justiça. Como fui confiar meus carneiros a um lobo?

Moral: Quem confia seus bens a quem só pensa em lucro está apostando na perda.


Fábulas de Esopo

05/03/2011

O lobo e o cordeiro



Ao ver um cordeiro à beira de um riacho, o lobo quis devorá-lo, mas era preciso ter uma boa razão. Apesar de estar na parte superior do riacho, acusou-o de sujar sua água, o que o impedia de matar a sede. O cordeiro se defendeu: - Eu bebo com a ponta dos lábios e, mesmo, como ia sujar a água se ela está vindo daí de cima, onde tu estás? Como ficou sem saber o que dizer, o lobo replicou: - Sim, mas no ano passado insultaste meu pai. O carneiro respondeu: -Eu nem era nascido... O lobo não se calou: - Podes te defender como quiseres que não deixarei de te devorar. Quando alguém está disposto a nos prejudicar de nada adianta nos defendermos.


Fábulas de Esopo

03/03/2011

O asno e o cãozinho

Um homem que tinha um cão de Malta e um asno passava o tempo brincando com o primeiro. Quando ia jantar fora, trazia um pedaço de carne e o dava ao animal, que vinha balançando o rabo.
Um dia, tocado pela inveja, o asno foi ao encontro do dono e, querendo pular igual ao cão, terminou dando-lhe um coice. Furioso, o dono deu-lhe uma surra e ordenou que o amarrassem a um poste.

Moral: A cada qual a sua maneira de ser.


Fábulas de Esopo

01/03/2011

A Cerva na gruta do Leão



Uma cerva que fugia de uns caçadores, chegou a uma gruta onde não sabia que morava o leão. Entrando nela para se esconder, caiu nas garras do leão. Vendo-se sem remédio, perdida, exclamou:
- Infeliz de mim! Fugindo dos homens, caí nas garras de um feroz animal.

Moral da Estória:
Se tratas de sair de um problema, busca uma saída que não seja cair em outro.


Fábulas de Esopo
(Século VI a.c.)

O asno e o seu amo



Um asno que conduzia seu amo trotava por um caminho fácil, mas depois seguiu por um caminho difícil, muito escarpado. Como ia caindo no fundo de um precipício, o homem agarrou-o pela cauda e fez tudo para o asno desistir da viagem. Mas o asno resistiu com todas as suas forças, de modo que o homem o largou dizendo: "Está bem, venceste, mas ao mesmo tempo encontraste tua derrota".


Fábulas de Esopo

28/02/2011

O leão, Prometeu e o elefante




Frequentemente, o leão se queixava a Prometeu:
- Me fizeste grande e belo; me deste dentes afiados e garras; fizeste de mim o mais forte de todos os animais. E, apesar disso, tenho medo do galo.
Prometeu respondia:
- O que significam essas tolas reclamações? Tens tudo o que eu, com meu poder, podia te dar. Salvo o galo, nada abala a tua coragem.
Mas o leão chorava o seu destino e se acusava de fraco. Terminou desejando morrer. Estava assim perdido em seus pensamentos quando encontrou o elefante. Saudou-o e, tendo parado para falar com ele, observou o movimento que lhe agitava as orelhas sem parar.
- O que tens? –perguntou. –Tuas orelhas não podem ficar um instante paradas?
E, como um mosquito não parava de voar à sua volta, o elefante respondeu:
- Estás vendo esse ser minúsculo que zumbe? Se entrar um em minha orelha, estou morto.
O leão disse então:
- Por que morrer, se, para minha felicidade, minha força está para o elefante assim como o galo está para o mosquito! O mosquito é bastante forte para abalar o elefante.


Fábulas de Esopo

26/02/2011

O lobo e o cabritinho



Da casa em que se encontrava, um cabrito viu passar um lobo.
Pôs-se a insultá-lo e a escarnecer-lhe. O lobo disse então:
- O insulto não vem de ti, mas do lugar onde estás.

Moral: Muitos deixariam de ser valentes diante dos fortes se não estivessem em lugar seguro.


Fábulas de Esopo

24/02/2011

O náufrago e o mar


Um náufrago, a quem as ondas tinham lançado na praia, caiu no sono de tão cansado. Pouco depois, acordou e, ao ver o mar, invectivou contra ele:
-Você seduz os homens com sua suavidade, mas, quando os acolhe, os mata sem dó nem piedade. O mar, que estava disfarçado de mulher, disse:
- Amigo, não me culpes, mas ao vento: sou por natureza o que estás vendo; sãos os ventos que, soprando sobre mim de repente, me atiçam e me animalizam.

Moral: Não imputes a injustiça a quem a comete quando os verdadeiros responsáveis são os que estão por trás.


Fábulas de Esopo

23/02/2011

A Cabra e o Asno


Uma cabra e um asno comiam ao mesmo tempo no estábulo. A cabra começou a invejar o asno porque acreditava que ele estava melhor alimentado, e lhe disse:
- Tua vida é um tormento inacabável. Finge um ataque e deixa-te cair num fosso para que te dêem umas férias.
Aceitou o asno o conselho, e deixando-se cair, machucou todo o corpo.
Vendo-o o amo, chamou o veterinário e lhe pediu um remédio para o pobre. Prescreveu o curandeiro que necessitava uma infusão com o pulmão de uma cabra, pois era muito eficiente para devolver o vigor. Para isso então degolaram a cabra e assim curaram o asno.


Moral da Estória:
Em todo plano de maldade, a vítima principal sempre é seu próprio criador.


Fábulas de Esopo
(Século VI a.c.)

22/02/2011

O lobo e o leão



Um dia, um lobo roubou um cordeiro. Estava levando-o para o covil, quando veio um leão e roubou sua presa. O lobo tomou certa distância e gritou:
- Bandido, roubaste o que era meu!
O leão pôs-se a rir:
- E por acaso tinha sido presente de algum amigo teu?

Assim se acusam mutuamente bandidos e ladrões insaciáveis quando surpreendidos pelas adversidades.


Fábulas de Esopo

20/02/2011

O agricultor e os seus filhos



A discórdia reinava entre os filhos de um camponês. Em vão, ele os exortava a mudar de comportamento; suas palavras não produziam nenhum efeito. Foi por isso que decidiu dar-lhes uma lição na hora:
- Tragam-me - disse ele - um feixe de gravetos.
Os meninos foram buscar. O camponês pegou os gravetos e os uniu num feixe compacto e pediu que eles o partissem. Apesar de toda a força que botaram, não conseguiram. O pai então desfez o feixe e deu a cada um deles um graveto. As crianças os quebraram com facilidade.
- Vejam, meus filhos, o mesmo acontece com vocês: se forem uniddos, não temerão inimigos, mas, se continuarem na discórdia, cairão na mão deles.


Fábulas de Esopo


A Gralha Vaidosa



Júpiter deu a notícia de que pretendia escolher um rei para os pássaros e marcou uma data para que todos eles comparecessem diante de seu trono.
O mais bonito seria declarado rei. Querendo arrumar-se o melhor possível, os pássaros foram tomar banho e alisar as penas às margens de um arroio.
A gralha também estava lá no meio dos outros, só que tinha certeza de que nunca ia ser escolhida, porque suas penas eram muito feias.
"Vamos ter que dar um jeito" - pensou ela.
Depois que os outros pássaros foram embora, muitas penas ficaram caídas pelo chão; a gralha recolheu as mais bonitas e prendeu em volta do corpo. O resultado foi deslumbrante: nenhum pássaro era mais vistoso que ela.
Quando o dia marcado chegou, os pássaros se reuniram diante do trono de Júpiter; Júpiter examinou todo mundo e escolheu a gralha para rei. Já ia fazer a declaração oficial quando todos os outros pássaros avançaram para o futuro rei e arrancaram suas penas falsas uma a uma, mostrando a gralha exatamente como ela era.

Moral da Estória:
Belas penas não fazem belos pássaros.


Fábulas de Esopo
(Século VI a.c.)

18/02/2011

O touro e o bode



Um Touro, escapando de um Leão, entrou numa caverna que alguns pastores tinham ocupado ultimamente. Um Bode havia sido deixado ali e o atacou violentamente com seus chifres afiados. O Touro o acalmou dizendo: "Escorneie tanto quanto você puder. Eu não tenho nenhum medo de você, mas sim do Leão. Deixe aquele monstro ir-se e logo te mostrarei o que é a diferença entre a força de um Bode e um Touro.” http://www.audacyhearingaids.com


Moral:
Mostra-se uma má vontade, tirar vantagem de um amigo em apuros.


Fábulas de Esopo

A Gralha e os Pavões


Fez-se a Gralha bizarra e louca vestindo-se de penas de Pavões, que pediu emprestadas e desprezando as outras Gralhas, andava com os Pavões de mistura. Porém eles lhe pediram as suas penas, e começando a depená-la, todos lhe levavam penas e carne no bico. Depois querendo chegar-se às outras, ainda que com temor e vergonha, diziam elas:
- Quanto te valera mais contentares-te com o que te deu a natureza, que quereres mudar de estado; para vires a este em que estás, pelada, ferida e vergonhosa.


Fábulas de Esopo
(Século VI a.c.)


A águia e seus dois donos




Um dia, uma águia foi capturada por um homem. Este lhe cortou as asas antes de jogá-la entre as aves de seu galinheiro. A águia baixava os olhos de vergonha; roída pela tristeza, parecia um rei cativo. Um outro homem a comprou e arrancou-lhe as penas. Depois, untou-a com mirra e as asas cresceram de novo. A águia voltou ao que era e, tendo pego uma lebre com suas garras, foi levá-la de presente ao seu novo dono. Mas uma raposa a viu e lhe disse:
- Entrega-a ao teu primeiro dono, pois o segundo é bom por natureza: melhor ser bem vista pelo primeiro, a fim de que ele não te pegue de novo e te prive de tuas asas.


Fábulas de Esopo

17/02/2011

A formiga e a cigarra



No Inverno tirava a Formiga da sua cova e assoalhar o trigo, que nela tinha, e a Cigarra com as mãos postas lhe pedia que repartisse com ela, que morria à fome. Perguntou-lhe a Formiga:
- Que fizera no Estio, porque não guardara para se manter?
Respondeu a Cigarra:
- O Verão e Estio, gastei a cantar e passatempos pelos campos. A Formiga então, perseverando em recolher seu trigo, lhe disse:
- Amiga, pois os seis meses de Verão gastaste em cantar, bailar é comida saborosa e de gosto.


Fábulas de Esopo
(Século VI a.c.)

16/02/2011

O asno e o jardineiro


Um asno a serviço de um jardineiro comia pouco e trabalhava muito. Ele pediu a Zeus que o libertasse de seu cativeiro fazendo-o trabalhar para um outro patrão. Zeus o ouviu e ele foi vendido a um oleiro. Mas, de novo, o asno reclamou: carregava ao mesmo tempo terra e barro, de modo que seu fardo era maior ainda que antes. Pediu uma vez mais para mudar a situação e foi vendido ao dono de um curtume. E eis que ele caiu de novo nas mãos de um patrão pior que os anteriores. Ao ver o trabalho que tinha de fazer, o asno dizia gemendo:
- Pobre de mim! Por que não fiquei com meus primeiros donos! Este, pelo que estou vendo, terminará me tirando a pele!
Um novo chefe faz lembrar com saudade o antigo.


Fábulas de Esopo

14/02/2011

A Gata e Afrodite

Uma gata que se apaixonara por um fino rapaz pediu a Afrodite para transformá-la em mulher. Comovida por tal paixão, a deusa transformou o animal numa bela jovem. O rapaz a viu, apaixonou-se por ela e a desposou. Para ver se a gata havia se transformado completamente em mulher, Afrodite colocou um camundongo no quarto nupcial.
Esquecendo onde estava, a bela criatura foi logo saltando do leito e pôs-se a correr atrás do ratinho para comê-lo. Indignada, a deusa fê-la voltar ao que era.

Moral da Estória:
O perverso pode mudar de aparência, mas não de hábitos.


Fábulas de Esopo
(Século VI a.c.)

A cotovia



Presa numa arapuca, uma cotovia se lamentava: “Pobre de mim! Pobre pássaro que sou! Não roubei nem prata nem qualquer outro objeto precioso: por causa de um pequeno grão de trigo vou encontrar a morte”.

Tão grande risco por nada!


Fábulas de Esopo