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06/05/2010

A Borboleta e a chama

Uma borboleta multicor estava voando na escuridão da noite quando viu, ao longe, uma luz. Imediatamente voou naquela direcção e ao se aproximar da chama pôs-se a rodeá-la, olhando-a maravilhada. Como era bonita!
Não satisfeita em admirá-la, a borboleta resolveu fazer o mesmo que fazia com as flores perfumadas. Afastou-se e em seguida voou em direcção à chama e passou rente a ela.
Viu-se subitamente caída, estonteada pela luz e muito surpresa por verificar que as pontas de suas asas estavam chamuscadas.
- Que aconteceu comigo? - pensou ela.
Mas não conseguiu entender. Era impossível crer que uma coisa tão bonita quanto a chama pudesse causar-lhe algum mal. E assim, depois de juntar um pouco de forças, sacudiu as asas e levantou voo novamente.
Rodou em círculo e mais uma vez dirigiu-se para a chama, pretendendo pousar sobre ela. E imediatamente caiu, queimada, no óleo que alimentava a brilhante e pequenina chama.
- Maldita luz - murmurou a borboleta agonizante - pensei que ia encontrar em você a felicidade e em vez disso encontrei a morte. Arrependo-me desse tolo desejo, pois compreendi, tarde demais, para minha infelicidade, o quanto você é perigosa.
- Pobre borboleta - respondeu a chama - eu não sou o Sol, como você tolamente pensou. Sou apenas uma luz. E aqueles que não conseguem aproximar-se de mim com cautela são queimados.
A aranha e o buraco da fechadura Após ter explorado a casa toda, por dentro e por fora, uma aranha resolveu esconder-se no buraco da fechadura.
Que esconderijo ideal! Pensou ela. Quem jamais havia de imaginar que ela estava ali? E além disso podia espiar para fora e ver tudo o que acontecia.
Ali em cima, disse ela para si mesma, olhando para o alto da porta:
- Vou fazer uma teia para moscas - ali em baixo, acrescentou, observando a soleira
- farei outra para besourinhos. Aqui, ao lado da porta, vou armar uma teiazinha para os mosquitos.
A aranha estava exultante. O buraco da fechadura proporcionava-lhe uma nova e maravilhosa sensação de segurança. Era tão estreito, escuro, e era revestido de ferro. Parecia-lhe mais inexpugnável que uma fortaleza, mais garantido que qualquer armadura.
Imersa nesses deliciosos pensamentos, a aranha ouviu o som de passos que se aproximavam. Correu de volta para o fundo de seu refúgio.
Porém a aranha esquecera-se de que o buraco da fechadura não havia sido feita para ela. Sua legítima proprietária, a chave, foi colocada na fechadura e expulsou a aranha.

Fábulas de Leonardo da Vinci



05/05/2010

A Pedra e o Metal


Certo dia o metal começou a bater numa pedra e ela, surpresa e indignada, virou-se e lhe disse:
- Que é isso? Você deve estar me confundindo com alguém,porque não conheço você. Deixe-me em paz, pois nunca fiz mal a ninguém!
O metal olhou para a pedra, sorriu e em seguida respondeu: - Se você tiver um pouco de paciência, verá que coisa maravilhosa posso fazer você produzir.
A essas palavras a pedra conformou-se e suportou com grande paciência os golpes que o metal lhe infligia. Finalmente, de repente, fez-se uma faísca que acendeu um fogo maravilhoso, com o poder de fazer coisas fantásticas.
Esta fábula é dedicada àqueles que iniciam seus estudos de má vontade, apesar dos incentivos para prosseguir. Porém, se forem pacientes e persistentes, obterão resultados magníficos.

Fábulas de Leonardo da Vinci

23/04/2010

O Arminho



Uma raposa estava almoçando quando um elegante arminho passou.
- Gostaria de almoçar? - perguntou a raposa, que já comera o bastante.
- Não, obrigado - respondeu o arminho - já almocei.
- Há, há! - riu a raposa - vocês, os arminhos, são os animais mais vaidosos do mundo, comem apenas uma vez por dia e preferem ficar sem se alimentar a sujar a pele.
Nesse momento surgiram alguns caçadores. A raposa, rápida como um relâmpago, escondeu-se num buraco embaixo da terra e o arminho, com igual rapidez, correu para seu abrigo.
Porém o Sol derretera a neve e o abrigo se transformara num lamaçal. O arminho, branco como a neve, teve medo de escorregar na lama e, hesitando, parou. Os caçadores apanharam-no.


Moral da Estória:
A moderação controla todos os vícios. O arminho era excessivamente vaidoso em relação a sua aparência e por isso perdeu a liberdade.

21/04/2010

A neve

No cume de uma montanha muito alta havia uma pedra. E na borda da pedra havia um floco de neve.
A neve olhou para o Universo em torno e pôs-se a pensar consigo mesma:
- As pessoas devem achar que sou convencida e presunçosa, e é
verdade! Como pode um pedacinho de neve, um mero floco de neve, como eu, permanecer
aqui no alto sem sentir vergonha? Qualquer pessoa que olhe para esta montanha pode ver que todo o resto da neve está mais embaixo. Um pequenino floco de neve, como eu, não tem direito a alturas tão vertiginosas, e chego a merecer que o Sol faça comigo o mesmo que fez ontem com meus companheiros, derretendo-me com um simples olhar. Mas vou escapar á justa ira do Sol descendo para um nível mais apropriado para alguém
tão pequeno como eu.
Ao dizer isto, o pequenino floco de neve, rígido de frio, atirou-se do alto da pedra e rolou para baixo do cume da montanha. Porém quanto mais rolava maior se tornava. Em breve transformou-se numa grande bola de neve e depois em avalanche. Finalmente parou numa colina, e a avalanche era tão grande quanto a colina que ficava por baixo dela.
E por isso, quando chegou o verão, essa foi a última neve a ser derretida pelo Sol.


Fábulas de Leonardo da Vinci

12/04/2010

A lagarta


Imóvel sobre uma folha, a lagarta olhou em torno e viu todos os insectos em contínua movimentação. Alguns cantando, outros saltando, outros ainda correndo e voando. Pobre criatura, era a única que não tinha voz e que não sabia nem correr nem voar.
Com grande esforçou começou a mover-se, mas tão lentamente que quando passou de um folha para outra sentiu-se como se tivesse dado a volta ao mundo.
No entanto não tinha inveja de ninguém. Sabia que era uma lagarta e que as lagartas precisam aprender a tecer finos fios, com grande habilidade, até construírem uma casinha para si mesmas.
E então pôs-se a trabalhar.
Dentro em breve a lagarta estava envolvida num macio casulo de seda, separada de todo o resto do mundo.
- E agora? - pensou ela.
- Agora espere - respondeu uma voz - tenha um pouco de paciência e você verá.
Quando chegou o momento a lagarta acordou, e não era mais uma lagarta. Saiu do casulo com duas lindas asas brilhantes e coloridas, e imediatamente voou bem alto no céu.

Leonardo da Vinci



23/03/2010

O avarento

A todo instante o sapo abria a boca e engolia um pouco de terra.
- Por que você está tão magro? - perguntou-lhe, certo dia, uma joaninha.
- Porque estou sempre com fome - respondeu o sapo.
- Mas você só come terra! - exclamou o lindo inseto - por que não come a vontade?
- Porque um dia - respondeu o avarento - até a terra pode acabar.

12/03/2010

A raposa e a pega




Certo dia uma raposa esfomeada viu-se debaixo de uma árvore sobre a qual estava pousado um bando de barulhentas pegas.
Escondendo-se para não ser vista, a raposa pôs-se a observar. Notou que os pássaros mantinham-se constantemente em busca de alimento e não temiam sequer pousar sobre cadáveres de animais a fim de bicá-los.
- Vou fazer uma experiência - disse a raposa para si mesma.
Cautelosamente, no maior silêncio, deitou-se no chão e permaneceu imóvel, de boca aberta, como se estivesse morta.
Breve uma pega a viu e imediatamente vôou para o chão.
Aproximou-se da raposa e, pensando que ela estava morta, pôs-se a bicar-lhe a língua.
Porém a pega deveria ter sido mais prudente, pois a raposa a apanhou.


Fábulas de Leonardo da Vinci


23/02/2010

O Cedro



Era uma vez um cedro que sabia o quanto era bonito.
Ficava no centro do jardim e era mais alto que todas as outras árvores. O arranjo absolutamente simétrico de seus galhos fazia-o parecer um grande candelabro.
- Como seria eu se produzisse frutos? - pensou ele - seria certamente a árvore mais bonita do mundo.
E então começou a observar as outras árvores e tentou imitá-las. Finalmente, bem no alto do cedro, surgiu um lindo fruto.
- Agora preciso alimentá-lo - pensou o cedro consigo mesmo - preciso ajudá-lo a crescer.
E o fruto começou a crescer e a inchar até tornar-se grande demais. O topo do cedro não conseguiu mais suportar-lhe o peso e começou a curvar-se. E quando o fruto amadureceu, o topo, que fora o orgulho e a alegria da árvore, ficou pendurado com um ramo partido.

22/02/2010

O camponês e a vinha

O fazendeiro gosta muito de mim - pensou a vinha enquanto o camponês sustentava-a com um grande número de estacas e apoiava todos os seus galhos com outros suportes - preciso recompensá-lo com minhas uvas.
Então a vinha pôs-se a trabalhar com diligência e produziu uma linda safra de uvas.
Após a colheita, porém, o fazendeiro subitamente retirou todos os apoios e estacas e empilhou-os num canto. Sem mais nada que a sustentasse, a pobre vinha caiu no chão.
O fazendeiro cortou as estacas com a machadinha, levou-as para casa e atirou-as na lareira.
Então a vinha percebeu que o fazendeiro não ligava absolutamente para ela. Só cuidara dela enquanto lhe interessava.



20/12/2009

O cedro e as outras árvores

No meio de um jardim, junto a muitas outras árvores, havia um lindo cedro. Crescia a cada ano que passava, e seus galhos superiores eram muito mais altos que os das outras árvores.
- Tirem daí essa castanheira - disse o cedro, inflado de orgulho ante sua própria beleza. E a castanheira foi removida.
- Levem embora aquela figueira - disse o cedro - ela me incomoda. E a figueira foi arrancada.
- Tirem as macieiras - prosseguiu o cedro, erguendo alto sua bela cabeça. E as macieiras se foram.
Assim, o cedro fez com que uma a uma todas as outras árvores do jardim fossem arrancadas, até ficar sozinho, dono do grande jardim.
Porém um dia houve uma forte ventania. O lindo cedro lutou com todas as forças, agarrando-se à terra com suas longas raízes. Porém o vento, sem outras árvores para detê-lo, dobrou e feriu cruelmente o cedro e finalmente, com grande estrondo, derrubou-o ao chão.






21/11/2009

O Cisne


O cisne arqueou seu pescoço flexível em direcção à água e mirou longamente seu reflexo.
Compreendeu o motivo de seu cansaço e do frio que invadia seu corpo, fazendo-o tremer como se fosse inverno. Soube, com absoluta certeza, que sua hora era chegada, e que devia preparar-se para a morte.
Suas penas ainda eram tão alvas como em seu primeiro dia de vida. As estações do ano e o tempo haviam passado sem deixar marca alguma em sua plumagem branca como a neve. Agora podia partir; sua vida terminaria em plena beleza.
Endireitando seu lindo pescoço, nadou lenta e majestosamente em direcção a um salgueiro sob o qual habituara-se a descansar quando fazia calor. Anoitecia, e o pôr-do-sol coloria de vermelho e roxo as águas do lago.
No grande silêncio que caía em torno o cisne pôs-se a cantar.
Jamais, até então, encontrara tons tão cheios de amor pela natureza, pela beleza do céu, da água e da terra. Sua doce canção atravessou os ares com um leve toque de melancolia até, finalmente, sumir, lenta, muito lentamente, com os últimos rios de luz no horizonte.
- É o cisne - disseram os peixes, os pássaros e todos os animais dos bosques e dos prados.
Profundamente emocionados, disseram:
- O cisne está morrendo.





02/10/2009

O crocodilo e o mangusto


Um crocodilo matou um homem que dormia sob uma palmeira e em seguida pôs-se a chorar amargamente.
- Veja disse um mangusto a seu filho - o crocodilo é um cínico, porque está chorando e daqui a pouco vai devorar sua vítima.
E de fato, dentro em breve o crocodilo começou tranquilamente a comer o homem.
Após a refeição adormeceu, à margem do rio, de boca aberta, a fim de que um passarinho amigo seu pudesse entrar dentro de sua boca e pegar com o bico os restos de comida que ficavam entre os dentes.
Com a digestão auxiliada pelo prestimoso passarinho, o crocodilo adormecido abriu mais ainda suas poderosa mandíbulas.
Então o mangusto disse ao filho:
- Agora observe com atenção e aprenda. O crocodilo possui uma forte armadura e seus flancos são protegidos contra mim. Mas vou mostrar como se mata um traidor.
E, dando uma corrida, atirou-se para dentro da boca do crocodilo e mordeu-lhe a garganta.
O crocodilo acordou sobressaltado e pôs-se a rolar pelo chão, urrando de dor. Finalmente, liquidado pelo mangusto, permaneceu inerte, morto, de barriga para cima.








15/09/2009

O falcão e o pato


Sempre que partia à caça de patos, o nobre falcão ficava furioso. Os patos quase sempre conseguiam fazê-lo de tolo, mergulhando sob a água na última hora e permanecendo submersos por mais tempo do que ele podia pairar no ar à espera.
Certa manhã, o falcão resolveu tentar novamente. Depois de rodar em círculos durante algum tempo, para analisar a situação e escolher atentamente o pato que pretendia apanhar, a nobre ave de rapina atacou-o com a velocidade de um raio. Mas o pato foi mais rápido e mergulhou a cabeça.
- Desta vez eu vou atrás de você - gritou o falcão enfurecido. E mergulhou também.
O pato, vendo o falcão debaixo d'água, tomou um impulso com o rabo, subiu a superfície, abriu as asas e começou a voar. As penas do falcão estavam encharcadas e ele não conseguiu voar.
Os patos sobrevoaram-no dizendo:
- Adeus, falcão! Nós podemos voar no seu céu, mas na nossa água você afunda!







11/08/2009

O íbis

Um jovem íbis endiabrado, após ter aprendido a correr e a voar, não parava quieto. Estava continuamente procurando alimento e comia tudo o que encontrava.
Porém, certa manhã, o jovem íbis ficou no ninho. Estava com febre e com uma terrível dor de estômago.
Sua mãe, assustada, correu para vê-lo, olhou para ele, tocou-o com o bico e com as patas para ver se estava quente e disse:
- Já sei. Você comeu alguma coisa que não devia, porque você é guloso demais, e foi isso o que fez mal a você.
Em seguida a essas palavras a mãe íbis voou para o poço e encheu o papo de água. Voltando para o ninho, com seu longo bico aplicou-lhe um clister.






26/07/2009

O leão

Os filhotes não haviam ainda aberto os olhos. Estavam há três dias juntinho a mãe leoa, movendo-se apenas para tatear em busca de leite, sem nada ver ou ouvir.
Um pouco afastado, o leão observava-os orgulhosamente.
Subitamente pôs-se em pé e, sacudindo a linda juba, soltou um rugido que parecia um trovão.
Imediatamente os filhotes abriram os olhos, enquanto que todos os animais selvagens da floresta fugiram aterrorizados.
Assim como o leão acorda seus filhos com um grito alto, também o elogio desperta a virtude adormecida de nossos filhos. Encoraja-os a estudar e a lutar pela honra, e afasta tudo o que é indigno deles.






27/06/2009

O leão e o cordeiro


Certo dia deram como alimento a um leão enjaulado um pequeno cordeiro.
O cordeiro era tão humilde e inocente que não teve medo do leão, e em vez disso aproximou-se bem dele, como se fosse sua mãe, com olhar de ternura e admiração.
O leão, desarmado por tanta inocência, não teve coragem de matar o cordeiro. Resmungando, desistiu de satisfazer sua fome.


19/05/2009

O lírio


Nas verdes margens do rio Ticino um belo lírio mantinha-se reto e alvo em sua haste, mirando o reflexo de suas brancas pétalas na água. A água ansiava possuir o lírio.
A cada ondulação da superfície passava a imagem da linda flor branca. E o desejo da água voltava-se para as ondulações que ainda estavam por vir.
E assim todo o rio começou a estremecer e a correnteza tornou-se rápida e turbulenta. A água não conseguiu arrancar o lírio, que mantinha-se firme no alto de sua forte haste, e então atirou-se furiosamente contra a margem, que foi arrastada pela inundação.
E junto com a margem foi-se a linda e solitária flor.





03/04/2009

O lobo

Certa noite, atraído pelo cheiro de um rebanho de carneiros, o lobo saiu cautelosamente da floresta. Andando em passos lentos, pisando com todo o cuidado para evitar qualquer barulho que pudesse acordar o cachorro adormecido, aproximou-se do aprisco.
Porém uma pata desatenta pisou numa tábua, a tábua rangeu e o cachorro acordou. O lobo teve que fugir, esfomeado e sem alimento. E assim, por causa de uma pata desatenta, todo o animal foi prejudicado.





10/03/2009

O camelo

O camelo, de joelhos, esperava pacientemente que seu dono terminasse de carregá-lo.
Um saco, dois sacos, três, quatro...
- Quando será que vai parar? - perguntou a si mesmo o camelo.
Finalmente o dono estalou a língua e o camelo pôs-se em pé.
- Vamos! - disse o dono, puxando a rédea. Mas o camelo não se moveu.
- Vamos! - repetiu o dono, puxando a corda. Porém o camelo fincou as patas no chão e permaneceu no mesmo lugar.
- Compreendo - disse o dono. E, suspirando, retirou dois sacos das costas do camelo.
- Acho que isto é um peso justo - murmurou o camelo para si mesmo - e imediatamente pôs-se a andar.
Caminharam o dia todo em bom ritmo, e o dono achou que deviam chegar à aldeia. Mas em determinado momento o camelo parou.
- Coragem - disse-lhe o dono - faltam apenas algumas milhas para chegarmos. A única resposta do camelo foi deitar-se no chão.
- Minhas pernas me dizem - pensou consigo mesmo - que já andamos o bastante por hoje.
E o dono viu-se forçado a descarregar o camelo e acampar ao seu lado no deserto.





03/02/2009

O macaco e o filhote de passarinho

Certo dia um jovem macaco vinha saltando de galho em galho quando viu um ninho cheio de filhotes de passarinho. Encantado, aproximou-se e estendeu a mão para pegá-los, mas como eles já sabiam voar, fugiram todos, deixando no ninho apenas o menor.
Feliz como um rei, o macaquinho levou o passarinho para casa e achou-o tão lindo que pôs-se a beijá-lo e acariciá-lo, apertando-o contra seu peito.
- Cuidado para não machucá-lo - disse a mãe macaco.
- Mas eu gosto dele! - respondeu o macaquinho - gosto tanto dele!
E continuou a beijar o filhote de passarinho, a brincar com ele e a abraçá-lo até que, finalmente, esmagou-o.

Moral da Estória:
Esta fábula é dedicada àqueles que não conseguem castigar seus próprios filhos, e mais tarde sofrem as consequências.