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30/08/2009

Isa e os Cépticos

O Mestre Jalaludin e outros contam que, certo dia, Isa, o filho de Míriam, caminhava pelo deserto próximo de Jerusalém com um grupo de pessoas nas quais a cobiça ainda estava muito enraizada. Rogaram a Isa qua lhes revelasse o Nome Secreto com que ele revivia os mortos. E ele respondeu:
- Se lhes disser, abusarão dele.
- Estamos prontos e preparados para receber tal conhecimento; além do mais, irá reforçar nossa fé - foi a resposta dos que acompanhavam Isa.
- Não sabem o que estão pedindo - replicou Isa, mas lhes disse qual era a Palavra.
Pouco depois, aquelas pessoas seguiam por um lugar deserto quando depararam com um monte de osso descarnados.
- Testemos a Palavra - disseram uns aos outros. E assim fizeram.
Mal a Palavra foi pronunciada, os ossos se recobriram de carne e se transformaram novamente numa voraz besta selvagem que os destroçou. Os que forem dotados de razão compreenderão. Aqueles que a possuem em dose reduzida podem instruir-se por meio deste relato.


27/08/2009

O Fariseu e o Publicano



Lucas 18:9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros:
Lucas 18:10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano.
Lucas 18:11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;
Lucas 18:12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.
Lucas 18:13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!
Lucas 18:14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.


11/08/2009

A grande ceia



Um certo homem fez uma grande ceia e convidou a muitos.
E a hora da ceia, mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado.
E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo, rogo-te que me hajas por escusado.
E outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado.
E outro disse: Casei e, portanto, não posso ir.
E voltando aquele servo, anunciou essas coisas ao seu senhor. Então, o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres e os aleijados, e os mancos e os cegos.
E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar.
E disse o senhor ao servo : Sai pelos caminhos e atalhos e força-os a entrar; para que a minha casa se encha.
Porque eu vos digo que nenhum daqueles varões que foram convidados provará a minha ceia.


Parábolas de Jesus
Lucas cap.14 vers. 16-24

24/07/2009

O administrador desonesto




Havia um homem rico que tinha um administrador. Foram dizer a esse homem que o administrador estava desperdiçando o dinheiro dele. Por isso ele o chamou e disse:
- É verdade o que estão falando de você? Preste contas da sua administração porque você não pode mais continuar como meu administrador.
Aí o empregado pensou: “O meu patrão está me despedindo. E, agora, o que eu vou fazer? Não tenho força bastante para cavar a terra e tenho vergonha de pedir esmola. Ah! Já sei o que vou fazer... Assim, quando for mandado embora, terei amigos que me receberão nas suas casas.”
Então ele chamou todos os devedores do patrão e disse ao primeiro:
- Quanto é que você deve ao meu patrão?
- Cem barris de azeite – respondeu ele.
- Aqui está a sua conta. Sente-se e escreva cinqüenta – disse o administrador.
Para o outro disse;
- E você quanto deve?
-Mil medidas de trigo – respondeu ele.
- Escreva oitocentas – mandou o administrador.
E aquele administrador foi elogiado pela sua esperteza.
Quem è fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; E quem è desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes.
Você é de confiança? Deve demonstrar isso desde cedo, mesmo nas menores coisas.


Parábolas de Jesus
Lucas 16:1-12



16/07/2009

O rico sem juízo





Havia um homem rico, cujas terras deram uma grande colheita. Então ele começou a pensar: “Eu não tenho lugar para guardar todas estas colheitas. O que é que vou fazer? Ah! Já sei, disse para si mesmo. “Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho. Então direi a mim mesmo: Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse. Coma, beba e alegre-se!”
Mas Deus lhe disse:
- Seu tolo! Esta noite você vai morrer, e que ficará com tudo o que você guardou?
Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas não são ricos diante de Deus.



Parábolas de Jesus
Lucas 12-16 a 21


01/07/2009

O amigo importuno





Imagine que você vá à casa de um amigo, à meia-noite, e lhe diga:
- Amigo, empreste-me três pães. É que um amigo meu acaba de chegar de viagem, e eu não tenho nada para lhe oferecer.
E imagine que o amigo responda lá de dentro:
- Não me aborreça! A porta já está fechada, e eu e os meus filhos estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães.
Se não se levantar por ser amigo dele, pelo menos vai se levantar por causa do aborrecimento e dará tudo o que o amigo precisa.
Por isso, peçam e receberão; procurem e acharão; batam, e a porta se abrirá. Porque todos que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta se abre para quem bate.


Parábolas de Jesus
Lucas 11: 5 a 10



O Tigre e a Lebre

Era uma vez um jovem que vivia decepcionado, amargurado, queixando-se de como as pessoas se tinham tornado desumanas, que se perdera a solidariedade, que ninguém se importava com ninguém. Um dia decidiu dar um passeio pelo monte. Surpreso, viu uma lebre que levava comida para um tigre gravemente ferido e não podia sustentar-se a si mesmo.
O jovem ficou tão impressionado com aquele facto que resolveu voltar no dia seguinte para comprovar se o comportamento da lebre era casual ou habitual. Com surpresa, pôde comprovar que a cena se repetia: a lebre deixava um grande pedaço de carne perto do tigre.
Passaram-se os dias e a cena repetia-se de forma idêntica, até que o tigre recuperou as forças e pôde procurar comida por sua própria conta.
Admirado com a solidariedade e cooperação entre os animais, disse a si mesmo: "Nem tudo está perdido. Se os animais, que são inferiores a nós, são capazes de ajudar-se desse modo, muito mais o farão as pessoas." E decidiu fazer a experiência.
Jogou-se ao chão, fingindo que estava ferido e esperou que alguém passasse e o ajudasse. Passaram-se horas, chegou a noite e ninguém se aproximou para o ajudar. Aguentava a fome, a sede, as investidas da frustração e o desespero. Permaneceu assim durante todo o dia e já ia levantar-se com a convicção de que a humanidade não tinha remédio quando escutou uma voz dentro de si que lhe dizia: "Se queres ver os teus semelhantes como irmãos, deixa de agir como o tigre a age como a lebre".

28/06/2009

O rico e Lázaro



Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e sempre dava grandes festas. Havia também um homem pobre e cheio de feridas chamado Lazaro, que costumavam deixar perto da casa do rico.
Lazaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico. E até os cachorros vinham lamber suas feridas. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rido também morreu e foi enterrado. Ele sofria muito no mundo dos mortos. Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao seu lado. Então gritou:
- Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!
Mas Abraão respondeu:
- Meu filho, lembre-se de que você recebeu na sua vida todas as coisas boas,porém, Lázaro só recebeu o que era mau. E agora ele está aqui gozando tudo isto, enquanto você está sofrendo. Alem disso, há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá.
- Nesse caso, Pai Abraão – disse o rico – peço que mande Lazaro até a casa do meu pai porque tenho cinco irmãos. Deixe que ela vá e os avise para que assim não venham para este lugar de sofrimento.

Mas Abraão respondeu:
- Os seu irmãos têm Moisés e os profetas para os avisarem. Que os escutem!
- Isso não basta, Pai Abraão! – respondeu o rico. – Mas, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí se arrependerão dos seus pecados.
E Abraão respondeu:
Se eles não ouvirem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite.


Parábolas de Jesus
Lucas 16- 19 a 31




21/06/2009

O fariseu e o cobrador de impostos




Dois homens foram orar no Templo. Um era fariseu e o outro, cobrador de impostos. O fariseu ficou de pé e orou sozinho assim:
- Ó Deus, eu Te agradeço porque não sou avarento, desonesto nem imoral, como os outros homens. Agradeço-Te também porque não sou como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e Te dou o dizimo de tudo quanto ganho.
Mas o cobrador de impostos ficou de longe e nem levantava o rosto para o Céu. Batia no peito e dizia:
Ó Deus, tem pena de mim, pois sou pecador !
Foi este homem, e não o outro, que voltou para casa em paz com Deus. Porque quem se engrandece será humilhado, e quem se humilha será engrandecido.


Parábolas de Jesus
Mateus 21: 33-40;
Marcos 12:1-12;
Lucas 20:9-16

20/06/2009

Um jeito de rezar

Um pobre camponês regressava ao fim da tarde a sua casa depois de um dia de trabalho. De repente lembrou-se que não trazia consigo o seu livro de orações. encontrava-se no meio do bosque e tinha-se desprendido uma roda da sua carroça.

O pobre home estava aflito pensando que nesse dia não ia poder recitar as suas preces. Então rezou assim: "Senhor, cometi uma grande estupidez. Saí de casa sem o meu livro de orações. A minha memória é tão pouca que sem ele não sei rezar. De modo que vou recitar muito devagar o alfabeto cinco vezes seguidas. e Tu, que conhecs todas as orações, podes juntar as letras e formar as preces que eu não recordo."

E Deus disse aos seus anjos: "De todas as orações que escutei hoje, esta foi sem dúvida alguma, a melhor. Uma oração que brotou de um coração humilde e sincero".

24/05/2009

O Jovem Rico




Certa vez um homem chegou perto de Jesus e perguntou:
- Bom mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna??
- Por que você Me chama de bom?- disse Jesus. – Só Deus é bom, e mais ninguém. Você conhece os mandamentos: “Não cometa adultério, não mate, não roube, não acuse os outros com falsidade, respeite o seu pai e a sua mãe.”
- Desde pequeno tenho obedecido a todos esses mandamentos – respondeu o homem.
Quando Jesus ouviu isso, disse:
Você ainda precisa de uma coisa. Venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e Me siga.
Quando o homem ouviu isso, ficou muito triste, pois era muito rico. Jesus viu que ele estava triste e disse:
-Como é difícil os ricos entrarem no Reino de Deus! É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha.


Parábolas de Jesus
Lucas 18-18 a 25


23/05/2009

O Frio

Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até ao amanhecer para poderem receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse - eles sabiam -, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar a sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.
O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo:
- "Aquele negro! Jamais darei a minha lenha para aquecer um negro". E guardou-a, protegendo-a dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu no círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia a sua pobreza no aspecto do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas ao valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou:
- "Eu? Dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?" E reservou-a.
O terceiro homem era um negro. Os seus olhos faiscavam de ira e ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito prático:
- "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria a minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou a sua lenha com cuidado.
O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou:
- "Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar a minha lenha."
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com as suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.
O último homem trazia, nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido.
- "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem o menor dos meus gravetos".
Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira cobriu-se de cinzas e finalmente apagou-se. Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegara à caverna, encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:
- "O frio que os matou não foi o de fora, mas o frio que veio de dentro".

12/05/2009

Os dois filhos



Certo homem tinha dois filhos. Ele foi e disse ao mais velho:
- Filho hoje você vai trabalhar na minha plantação de uvas.
E ele respondeu: Eu não quero ir.
Mais depois mudou de ideia e foi.
Ai o pai foi e deu ao outro filho a mesma ordem. E este disse:
- Sim, Senhor.
Mais depois não foi.
Qual deles fez o que o pai queria?


Parábolas de Jesus
Mateus 21: 28-32


11/05/2009

Conto Judaico

Perguntaram uma vez a Dubner Maggid: “Porque razão têm as parábolas um efeito tão grande nas pessoas?” Ao que o pregador respondeu: “Posso explicar contando uma parábola.”
E foi esta a parábola que contou:
A Verdade saiu às ruas tão nua como no dia em que nasceu. Como resultado, as pessoas não a deixavam entrar em suas casas. Sempre que deparavam com ela, as pessoas voltavam os rostos e fugiam.
Um dia, quando a Verdade andava tristemente a vaguear, surgiu a Parábola. Ora, a Parábola estava vestida de esplendorosas vestes coloridas. E a Parábola, ao ver a Verdade, disse, “Diz-me, vizinha, o que te faz estares tão triste?” A Verdade respondeu amargamente, “Ah, irmã, as coisas estão más. Muito más. Estou velha, muito velha, e ninguém me quer reconhecer. Ninguém quer algo comigo”.
Ao ouvir isto, a parábola disse, “As pessoas não fogem de ti por seres velha. Eu também sou velha. Muito velha. Mas quanto mais velha estou, mais as pessoas gostam de mim. A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua. Vou contar-te um segredo: Toda a gente gosta das coisas um pouco mascaradas e embelezadas. Permite-me que te empreste algumas magníficas vestes minhas, e verás que as pessoas que te põem de lado convidar-te-ão para suas casas e alegrar-se-ão com a tua companhia”.
A Verdade acolheu o conselho da Parábola e vestiu as vestes emprestadas. E desde aquele momento em diante, a Verdade e a Parábola têm andado de mãos dadas e todos as amam. Elas constituem um par feliz.


02/05/2009

O empregado fiel e o infiel



O empregado fiel é aquele que o patrão põe para tomar conta da casa e dos outros empregados, para lhes dar comida na hora certa. Feliz aquele empregado que estiver fazendo isso quando o patrão o vai pôr para tomar conta de toda a sua propriedade. Mas, imaginem o que acontecerá se aquele empregado pensar assim: “O meu patrão está demorando muito para voltar.” E começar a surrar seus companheiros e a comer, a beber e a ficar bêbado. Então o patrão voltará no dia em que o empregado menos espera e na hora que não sabe.
O empregado que sabe qual é a vontade do patrão, mas não se prepara e não faz o que ele quer, será castigado com chicotadas bem fortes. Mas o empregado que não sabe o que o patrão quer e faz alguma coisa que merece castigo, esse será castigado com chicotadas fracas. Assim muito se pedirá de quem recebe muito; e , a quem muito se dá, muito mais será pedido.


Parábolas
Mateus 24:45 a 51
Lucas 12:41 a 48


29/04/2009

Os três empregados





Um homem ia fazer uma viagem. Chamou os seus empregados e os pôs para tomarem conta da sua propriedade. e lhes deu dinheiro de acordo com a capacidade de cada um: ao primeiro deu cinco mil moedas de prata; ao outro, duas mil; e, ao terceiro, mil. Então foi viajar. O empregado que tinha recebido cinco mil moedas chegou e entregou mais cinco mil, dizendo:
- O senhor me deu cinco mil moedas. Olhe, aqui estão mais duas mil que consegui ganhar.
- Muito bem, empregado bom e fiel – disse o patrão. – Você foi fiel negociando com pouco dinheiro; por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!
Então o empregado que havia recebido duas mil moedas chegou e disse:
- O senhor me deu duas mil moedas. Olhe, aqui estão mais duas mil que consegui ganhar.
- Muito bem, empregado bom e fiel – disse o patrão. – Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!
Aí o empregado que havia recebido mil moedas chegou e disse:
- Eu sei que o senhor é um homem duro; colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Fiquei com medo e por isso escondi o seu dinheiro na terra. Veja, aqui está o seu dinheiro.
- Empregado mau e preguiçoso! – disse o patrão. – Você sabia que colho onde não plantei e junto onde não semeei. Por isso você devia ter depositado o meu dinheiro no banco, e, quando eu voltasse, o receberia com juros.
Depois virou-se para os outros empregados e disse:
- Tirem o dinheiro dele e dêem ao que dêem ao que tem dez mil moedas. Porque terá ainda mais; mas que não tem, até o pouco que tem tirarão dele.


Parábolas de Jesus
Mateus 25-14 a 30
Lucas 19-11 a 27


28/04/2009

A semente de mostarda



A semente de mostarda é a menor de todas as sementes. Um homem pega essa semente e semeia no seu sítio,e, quando ela cresce, torna-se a maior de todas as verduras. Assim ela fica uma arvore. E os seus ramos são tão grandes, que os passarinhos vem e fazem ninhos entre as suas folhas.


Parábolas de Jesus
MATEUS 13-31 e 32
MARCOS 4-30 a 32
LUCAS 13-18 e 19


11/04/2009

Os trabalhadores da plantação de uvas


O dono de uma plantação de uvas saiu de manhã bem cedo para contratar trabalhadores para a sua plantação. Como era o costume, ele combinou com eles o salário de uma moeda de prata por dia e mandou que fossem trabalhar na sua plantação. Às noves horas, saiu outra vez, foi à praça do mercado e viu ali alguns homens que não estavam fazendo nada. Então disse: “Vão vocês trabalhar na minha plantação de uvas, e eu pagarei o que for justo.”
E eles foram. Ao meio-dia e às três horas da tarde fez a mesma coisa com outros trabalhadores. Eram quase cinco horas da tarde quando o dono da plantação voltou à praça. Viu outros homens que ainda estavam ali e perguntou: “Por que vocês estão o dia todo aqui sem fazer nada?”
“É porque ninguém nos contratou.”, responderam eles.
Então ele disse: “Vão vocês trabalhar na minha plantação.”
No fim do dia, ele disse ao administrador: “Chame os trabalhadores e faca o pagamento, comecando com os que foram contratados por último e terminando pelos primeiros.”Os homens que começaram a trabalhar ás cinco horas da tarde receberam uma moeda de prata cada um. Então ao que foram contratados primeiro pensaram que ia receber mais, porem eles também receberam uma moeda de prata cada um. Pegaram o dinheiro e começaram a resmunga contra o patrão, dizendo: “Estes homens que foram contratados por ultimo trabalharam somente uma hora, mas nos agüentamos o dia todo debaixo deste sol quente. No entanto o pagamento deles foi igual ao nosso !”A i o dono disse a um deles : “escute, amigo, eu não fui injusto com você. Você não concordou em trabalhar o dia todo por uma moeda de prata? Pegue o seu pagamento e vá embora. Pois eu quero dar a este homem, que foi contratado por ultimo, o mesmo que dei a voce. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com o meu próprio dinheiro? Ou voce estar com inveja somente por que fui bom para com ele?” Assim aqueles são os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros.


Parábolas de Jesus
Mateus 20: 1-16


07/04/2009

O Túnel: uma Parábola do mistério pascal

Havia uma ilha, perto do continente, mas separada por um pedaço de mar. Era perigoso esse mar. Era difícil a vida para as pessoas daquela ilha: não havia maneira de se comunicarem com o continente, ali nasciam e morriam sem perspectivas de algo melhor, os recursos eram poucos... era um tédio morar naquela ilha!
É certo que muitos já haviam falado da existência de um túnel que ligava a ilha ao continente, passando por debaixo do mar... mas nunca ninguém tinha sobrevivido ao atravessá-lo. Todo mundo sabia que existia esse túnel, mas ninguém acreditava que ele pudesse ser solução: era uma viagem sem retorno! Todos os que nele entravam, acabavam por não regressar!
E já ninguém mais naquela ilha tinha esperança de coisa alguma! Até que um dia apareceu um jovem diferente: Falava de esperança! Falava de uma vida nova, de uma nova condição de vida! Falava de algo bem mais feliz! E falava do velho túnel... que para aquele povo já se havia tornado símbolo de medo e fonte de superstições. Não acreditaram nele. ‘É mais um louco! - diziam - acabará como todos os outros!’ Mas aquele jovem continuava falando e provocando o povo, interpelando sobretudo aqueles que exploravam a angústia do povo e se aproveitavam de sua falta de perspectivas!
Um dia, alguns tramaram contra esse jovem! Já estava incomodando demais! E resolveram jogá-lo na boca do túnel, para se livrarem dele! O povo aplaudiu, pagando para ver o que aconteceria com ele! E a mesma história de muitos começava a se repetir: o jovem sumiu no túnel! Não voltava!
Mas, passados uns dias, para surpresa geral, eis que aquele jovem surge de novo na ilha! Feliz e radiante! Seus olhos brilhavam mais do que nunca! Ele estava de volta para dizer que era possível atravessar o túnel! Ele estava de volta para dizer que era possível chegar ao continente! Ele estava de volta para dizer que havia esperança! Que a vida não estava condenada às limitações daquela ilha! Que o povo da ilha não estava sozinho! Ele estava de volta! ... Para que todos entendessem o caminho do continente!
O povo continuou morando naquela ilha! Mas tudo havia mudado! Agora, eles sabiam que não estavam sozinhos! Agora eles sabiam que estavam ligados ao continente e que um dia para lá poderiam ir! Agora, seus horizontes havia se alargado: não estavam mais condenados ao isolamento de viver naquela ilha! Viver na ilha, agora, tinha um sentido novo!
E mudou, a vida naquela ilha! Era totalmente novo o jeito de viver! A esperança era forte! Ninguém mais poderia continuar explorando a angústia do povo, porque o povo tinha uma nova esperança e uma nova razão de viver!

02/04/2009

Corações generosos

Dois irmãos fizeram uma sociedade para cultivar um campo de trigo. Prepararam a terra, semearam... cuidaram da sementeira e esperam pacientemente a colheita. No dia da colheita -uma colheita muito farta-, dividiram o trigo em duas partes iguais e cada um levou a sua parte para casa.
O irmão mais novo não conseguia dormir nessa noite, tanta era a alegria pela fartura da colheita.
De madrugada, na cama, sem dormir... ele pensava assim:
- Tanto trigo! Eu nem precisava de tanto trigo. Sou um rapaz solteiro, não tenho filhos para criar. O meu irmão é um homem casado, tem mulher e filhos e precisa mais do que eu.
E no meio da madrugada, levantou-se, colocou alguns sacos de trigo na carroça e foi até à casa do irmão.
Entretanto, o irmão mais velho, no meio da madrugada, sem dormir, pensando na fartura da colheita... pensava:
- Tanto trigo! Eu nem precisava de tanto... sou casado, tenho esposa e filhos... se eu precisar de alguma coisa, posso contar com eles! O meu irmão é um rapaz solteiro... não tem ninguém que cuide dele... precisa mais do que eu!
E no meio da madrugada, levantou-se, colocou alguns sacos de trigo na carroça e foi até à casa do irmão...
No meio da madrugada, as duas carroças cruzaram-se no meio do caminho... e quando os irmãos cruzaram os olhares... cada um adivinhou a grandeza da generosidade que o coração do outro carregava.