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20/02/2009

Os cães esfomeados



Andavam uns cães esfaimados pelo campo quando, ao passarem por um rio, viram umas peles de animais à tona da água.
Como as não podiam alcançar, combinaram beber toda a água do rio. Pensavam que, assim, poderiam chegar-lhes. Beberam, beberam... e acabaram por rebentar!

Moral da história:
Não tentes fazer o que é impossível.

19/02/2009

A rã e o boi


Estavam duas Rãs à beira de um charco quando a mais nova comentou:
- Comadre, hoje vi um monstro terrível: era maior do que uma montanha, tinha chifres e uma longa cauda.
- O que viste foi apenas o Boi do lavrador - esclareceu a Rã mais velha. - E, além disso, não é assim tão grande... Eu posso ficar do tamanho dele. Ora observa.
Dito isto, começou a inchar e a esticar-se muito, muito...
- O Boi era tão grande como eu? - perguntou ela quando já estava tão grande como um Burro.
- Ó, muito maior! - respondeu a jovem Rã.
Então a Rã mais velha respirou fundo e inchou, inchou... até que rebentou.

Moral da história:
Mantém-te sempre no lugar que te corresponde.


17/02/2009

O pavão e a deusa Juno



Certo dia, o Pavão foi queixar-se à deusa Juno:
- Tenho uma plumagem maravilhosa, mas a minha voz não se compara com a do Rouxinol. Por que não me concedes uma voz igual à dele?
A deusa recusou, mas o Pavão insistiu:
- Sou a tua ave favorita. Por que não me dás o que te peço?
Já um pouco aborrecida com a conversa, a deusa respondeu-lhe:
- Deves agradecer o muito que já tens. Não podes ser o melhor em tudo!


Moral da história:
Aproveita bem as tuas qualidades e não invejes as dos outros.

01/02/2009

A raposa e o cacho de uvas


Forçada pela fome, uma raposa tentava apanhar um cacho de uva numa alta videira, saltando com todas as forças.
Como não conseguisse alcançá-lo, disse, afastando-se:
"Ainda não estão maduras; não quero apanhá-las verdes".

Aqueles que desdenham com palavras o que não conseguem realizar deverão aplicar para si este exemplo.


O cavalo e o javali




Todos os dias o cavalo selvagem saciava sua sede num rio pouco profundo.
Ali também acudia um javali que, ao remover o barro do fundo com o focinho e as patas, turvava a água.
O cavalo lhe pediu que tivesse mais cuidado, mas o javali se ofendeu e o chamou de louco.
Terminaram olhando-se com ódio, como os piores inimigos.
Então o cavalo selvagem, cheio de ira, foi buscar o homem e lhe pediu ajuda.
- Enfrentarei essa besta - disse o homem - mas deves me permitir montar em teu lombo.
O cavalo concordou e lá foram, em busca do inimigo.
Encontraram-no perto do bosque e, antes que pudesse se ocultar na parte mais densa, o homem lançou sua javalina e o matou.
Já livre do javali, o cavalo foi até o rio para beber em suas águas claras, certo de que não voltaria a ser incomodado.
Mas o homem não pensava em desmontar.
- Alegro-me ter ajudado - disse - Não só matei essa besta mas também capturei um esplêndido cavalo.
E, ainda que o animal tenha resistido, obrigou-o a fazer sua vontade, colocou-lhe sela e lhe fez de montaria.
Ele, que sempre havia sido livre como o vento, pela primeira vez em sua vida teve que obedecer a um senhor.
Estando selada sua sorte, desde então se lamenta noite e dia:
- Tonto! Os incómodos que me causava o javali não eram nada comparados com isto. Por aumentar um assunto sem importância, terminei sendo escravo!
Às vezes, no afã de castigar o dano que nos fazem, nos aliamos com quem só tem interesse em nos dominar.


24/05/2008

O homem que foi mordido por um cão

Certo dia, um homem foi mordido por um cão. Muito aflito, correu à procura de alguém que o tratasse.
Encontrou um amigo que lhe deu o seguinte conselho:
- Molha um pouco de pão no sangue da tua ferida e dá-o ao cão que te mordeu. É remédio santo. Verás que te curas num instante.
O homem que tinha sido mordido riu-se deste tratamento e respondeu:
- Se fizesse o que me dizes, estaria a convidar todos os cães da aldeia a morderem-me!


Moral da história:
Não recompenses quem procedeu mal, pois, assim, incitas a que faça ainda pior.

18/04/2008

O galo e a pérola




Um Galo comilão andava pela quinta à procura de comer. De repente, viu uma coisa a brilhar no chão.
- Olá! Isto é para mim – pensou ele enquanto desenterrava o que encontrara.
Mas o que era aquilo? Nada mais, nada menos, do que uma pérola que alguém perdera. Desdenhoso, o Galo murmurou:
- Podes ser um tesouro para as pessoas que te apreciam. Mas, no que me diz respeito, trocava de bom grado uma espiga de milho por um punhado de pérolas iguais a ti.


Moral da história:
Nem todos apreciam do mesmo modo as coisas valiosas.

17/02/2008

O cão e o seu reflexo no rio



Era uma vez um cão que encontrou um osso. Abocanhou-o e correu para casa para o saborear com calma. Pelo caminho, teve que passar por cima de uma tábua que unia as duas margens de um riacho.

Nisto, olhou para baixo e viu o seu reflexo na água. Pensando que era outro cão com um osso, resolveu roubar-lho. Para o assustar, abriu a boca e arreganhou-lhe os dentes. Ao fazê-lo, o osso caiu na água e foi arrastado pela corrente.

Moral da história:
Contenta-te com o que tens e não cobices o que pertence aos outros.